Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Brasil está em boa posição, mas cena externa ainda é nebulosa

Os mercados brasileiros receberamnovo golpe nesta quinta-feira, contaminados pelo mau humorexterno depois que o BNP Paribas suspendeu resgates em algunsfundos. Embora executivos com larga experiência no país sejamunânimes em dizer que a economia local está hoje melhorpreparada, ninguém garante que a turbulência derivada do setorde crédito de risco norte-americano será passageira. "A restrição de liquidez que aumenta a aversão ao riscogeraria no passado um resultado devastador no risco-país, o quenão acontece hoje tanto", afirmou o ex-presidente do BancoCentral e sócio-fundador da Rio Bravo Investimentos GustavoFranco. Ele ponderou, no entanto, que é difícil medir o tamanho dacrise do setor de hipotecas de alto risco (subprime). "Se asituação se restringir aos fundos, não vai ter problema. Apreocupação é se chegar dos fundos para os bancos." O ex-diretor do BC Luiz Fernando Figueiredo, sócio da MauáInvestimentos, avaliou que, com a economia local mais segura eo risco menor, os ativos brasileiros podem passar a ser "muitomais atrativos". Para Rodolfo Riechert, co-diretor de Investment Banking doUBS Pactual, os mercados tendem a ficar voláteis por mais algumtempo. "A história (da extensão da crise de crédito) ainda nãoestá contada", disse ele, acrescentando que o Brasil não deveser atingido de forma relevante. Riechert também avaliou como positivas as ações de bancoscentrais nesta quinta-feira para prover liquidez ao mercado. O UBS é um dos principais bancos que lideram operações deoferta de ações no país. Às 14h30, o principal índice da Bovespa perdia 2,7 porcento, enquanto o dólar disparava 2 por cento, para 1,926 real.Numa reação mais contida, o risco Brasil subia 6 pontos, para182 pontos-básicos. (Com reportagem adicional de Elzio Barreto)

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