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Brasil está "encabrestado" pelo mercado, diz vice de Lula

O vice presidente José Alencar citou nesta sexta-feira a crise nas bancadas do PT no Congresso para afirmar que o Brasil está ?encabrestado? e se encontra em ?uma armadilha? do mercado financeiro. Um princípio de rebelião no partido, segundo Alencar, motivou o nervosismo do mercado na quinta-feira. ?Imediatamente o mercado sinalizou. Então caiu a bolsa, subiu dólar, subiu o risco Brasil?, disse Alencar, que se reuniu com empresários mineiros.?Essa é a tal armadilha. Nós estamos encabrestados. Nós não podemos nem fazer política. Pelo mercado, pelos juros, pela dívida. Isso é como você endividado e o seu patrão é o seu credor, ele te puxa, bota um cabresto em você e te puxa para onde quiser?. Para ele, o Brasil é hoje um prisioneiro das oscilações do capital financeiro internacional.Segundo ele, o Brasil precisa sair deste "dessa prisão" em que se encontra "em relação ao mercado financeiro e cuidar do trabalho". "Temos que administrar é a produção, o trabalho?, afirmou, defendendo o que chamou de ?saída clássica?, baseada na ?construção mais elevada de saldo de balança comercial?.Alencar voltou a cobrar a queda da taxa básica de juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, na próxima semana. ?Na minha opinião, nós estamos pagando taxas depropositadas. Ou seja, são taxas que significam um despropósito em relação às taxas que poderíamos estar trabalhando?, afirmou.Apesar da crítica, ele disse que não está ?exigindo que isso seja feito ontem, hoje ou amanhã, mas precisa ser feito". "Tem que haver uma filosofia de que essa situação é insustentável, então nós não podemos aceitá-la?.O presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerai (Fiemg), Robson Braga de Andrade, disse que os empresários manifestaram ao vice de Lula a insatisfação com a atual política de juros e preocupação com a possibilidade de a reforma tributária elevar a carga de impostos pagos no País, dos 36,5% para cerca de 40%. ?Essas duas coisas aliadas são desastrosas para a economia brasileira?, afirmou. De acordo com ele, os juros em 26,5% ao ano são ?incompatíveis com qualquer crescimento da economia?.

Agencia Estado,

16 de maio de 2003 | 20h27

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