Brasil está entre líderes mundiais em recuperação no 2º tri

Consultoria Moody's.com aponta o crescimento de 1,9% do PIB do País como um dos mais expressivos

Regina Cardeal e Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

11 de setembro de 2009 | 11h59

Entre todos os países que estavam em recessão no mundo, nenhum apresentou uma recuperação tão forte quanto o Brasil no segundo trimestre. "Neste sentido, o Brasil é o líder mundial em termos de recuperação", afirmou o diretor para América Latina da consultoria Moody's.com, Alfredo Coutiño, para a Agência Estado.

 

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Coutiño enumera uma lista de países que voltaram ao crescimento entre abril e junho: Polônia, que apresentou expansão de 0,5%, Japão, que cresceu 0,6%, França, onde a expansão foi de 0,4%, Israel, que teve crescimento de 0,3%, e "o líder, Brasil", diz o analista, onde o Produto Interno Bruto (PIB) subiu 1,9% no segundo trimestre ante o primeiro trimestre deste ano, embora tenha caído 1,2% na comparação com o segundo trimestre de 2008, conforme divulgou o IBGE esta manhã.

 

O analista da Moody's.com lembra que a Coreia do Sul também registrou crescimento positivo no segundo trimestre, mas acrescenta que não estava claro se a economia coreana estava em recessão, uma vez que não apresentou dois trimestres consecutivos de declínio - o que é a definição clássica de recessão.

 

Na comparação com economias locomotivas do mundo, o Brasil entrou bem depois na recessão. Nos Estados Unidos, dono do maior PIB global, a recessão teve início oficialmente em dezembro de 2007 e não se sabe quando será declarada encerrada, apesar de previsões otimistas de algumas autoridades norte-americanas.

 

O presidente do Federal Reserve de Chicago, Charles Evans, afirmou nesta sexta-feira que os EUA parecem estar emergindo da recessão severa. Na primeira revisão do PIB do segundo trimestre, o Departamento do Comércio norte-americano estimou que a economia se contraiu à taxa anualizada e sazonalmente ajustada de 1%.

 

Em segundo lugar no ranking das economias globais, o Japão voltou ao crescimento no segundo trimestre depois de cinco trimestres seguidos de declínio, após o governo injetar o equivalente a 4% do PIB para estimular a economia. Na Europa, Alemanha, França, Portugal e Suécia também deixaram a recessão no segundo trimestre, enquanto Reino Unido e Itália permaneciam com suas economias em retração

 

Dentro dos Brics, no entanto, na comparação ano a ano, somente a Rússia tem desempenho econômico pior do que o Brasil, enquanto a China mais uma vez aparece como a economia com ritmo mais pujante, seguida pela Índia. Mas a tendência da economia brasileira está em linha com a chinesa e a indiana - que não haviam entrado em recessão -, com o PIB mostrando melhora das atividades do primeiro para o segundo trimestre deste ano. Na Rússia, entretanto, a desaceleração econômica, ao contrário da brasileira, se acentuou.

 

A economia chinesa mostrou crescimento de 7,9% no segundo trimestre em comparação ao mesmo intervalo do ano passado, uma aceleração em relação ao crescimento de 6,1% do primeiro trimestre. Já a Índia cresceu 6,1% no período entre abril e junho deste ano, também em relação ao mesmo período do ano passado, uma melhora em relação ao crescimento de 5,8%, em base anual, do primeiro trimestre. O PIB russo despencou 10,9% no segundo trimestre em comparação ao mesmo período do ano passado, acentuando a contração do primeiro trimestre, que havia sido de 9,8%.

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