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Brasil está habilitado a enfrentar nervosismo, diz Mantega

Segundo ministro da Fazenda, não há receio em relação ao Brasil, 'que está no time dos países sólidos'

ADRIANA FERNANDES E RENATA VERÍSSIMO, Agencia Estado

09 de agosto de 2007 | 16h38

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, procurou transmitir tranqüilidade aos investidores neste momento de maior turbulência no mercado internacional. Segundo ele, não há receio em relação ao Brasil, "que está no time dos países sólidos habilitados a enfrentar maior ou menor nervosismo". "Os investidores continuam olhando com segurança para o Brasil", disse em rápida entrevista na portaria do Ministério da Fazenda nesta quinta-feira, 9.  Ele disse ter consultado a área técnica do Tesouro Nacional e verificou que não houve pressão de venda dos títulos do governo brasileiro. O ministro insistiu que a economia brasileira está muito sólida para enfrentar estas turbulências e que não está faltando dinheiro ao País. "O Brasil tem dólares sobrando", disse, citando que as reservas internacionais estão US$ 100 bilhões acima do verificado em março do ano passado. Segundo o ministro, não falta liquidez à economia brasileira. Apesar de os ativos domésticos estarem reagindo à turbulência externa, Mantega chegou a dizer que este nervosismo não chegou ao País. Ele comentou ainda o quadro internacional lembrando que tem ocorrido um efeito dominó a partir do mercado de crédito imobiliário de alto risco norte-americano.  Juros O ministro afirmou que a turbulência no mercado internacional não afeta a trajetória da taxa básica de juros do País, a Selic (atualmente em 11,5% ao ano). "A Selic tem a ver apenas com a inflação interna, o Copom olha para a inflação e vê se está dentro da meta", explicou o ministro.  Mantega avaliou também que a turbulência internacional pode provocar uma elevação dos juros nos mercados secundários ou uma redução da taxa pelo banco central norte-americano, o Federal Reserve. "Em um momento de crise, elevar a taxa do Fed quebra o mercado. O momento é de distensionar o mercado, então se houver mudança na taxa do Fed, será para menor", disse o ministro.Mantega afirmou que a taxa Selic no Brasil está bem calibrada. Ele lembrou que o IPCA-15 "saiu bem" com uma taxa de 0,24% em julho. Mantega disse que a pressão causada na inflação por alguns alimentos como leite está sendo compensada pela desaceleração inflacionária nos preços controlados como as tarifas de energia. O ministro disse que a perspectiva de inflação para 2007 continua abaixo de 3,8% e lembrou que há 12 meses essa perspectiva estava muito acima. "Então a inflação está sob controle e a turbulência não terá nenhuma repercussão no Brasil", completou Mantega.

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