Brasil está isolado na Alca, avalia Cosipa

A posição do Brasil nas negociações para a formação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) não é nada favorável. Isso porque dos 34 países que discutem a questão, três já estão incorporados, pelo acordo de livre comércio da América do Norte (Nafta), e os outros 30 estão interessados em qualquer estabelecimento de via de comércio, principalmente com os Estados Unidos. "O Brasil está acima da média e por isso tem posição isolada nas negociações", afirma o diretor comercial da Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa), Renato Vallerini Junior. Segundo ele, a tese de criação da Alca é de livre comércio, mas na prática as coisas são diferentes. Para o presidente da siderúrgica, Omar Silva Júnior, a Alca é um bom negócio desde que beneficie o Brasil. "Os Estados Unidos não podem continuar impondo barreiras aos produtos competitivos do Brasil", destaca. Segundo o executivo, as discussões, no entanto, devem levar em conta toda a pauta brasileira e não apenas o caso dos produtos siderúrgicos. "Claro que a Alca é importante, já que 25% das nossas exportações seguem para os Estados Unidos, mas temos que sentar à mesa e poder discutir no mesmo nível", diz.

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