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Brasil está mais preparado para a turbulência, diz FGV

Índice que avalia a situação atual do País ficou estável em janeiro, enquanto o da União Européia piorou

Jacqueline Farid, O Estadao de S.Paulo

21 de fevereiro de 2008 | 00h00

O Brasil está mais preparado para enfrentar as turbulências internacionais, que hoje assustam mais os países desenvolvidos. A conclusão é da coordenadora de projetos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Lia Valls Pereira, que divulgou ontem a Sondagem Econômica da América Latina, realizada em conjunto com o instituto alemão Ifo, relativa a janeiro.Os dados da pesquisa mostram que, em relação ao Índice de Situação Atual (ISA), que revela a avaliação atual da economia, na União Européia esse indicador era de 6,7 pontos em outubro do ano passado e recuou para 6,1 pontos em janeiro deste ano. Quanto mais próximo de 10, melhor a avaliação. No caso do Brasil, o ISA manteve-se em 7,5 pontos no período. Na América Latina, o ISA passou de 6,4 em outubro para 6,3 em janeiro.Para Lia Valls, a estabilidade do Brasil no ISA pode indicar que há outros fatores, além da crise nos Estados Unidos, que mostram a solidez da economia. "Minha leitura é que o cenário de incerteza tem afetado mais a Europa e menos os países asiáticos e na América Latina, pelo menos por enquanto os sinais da pesquisa não mostram grande impacto nos países latino-americanos."No caso da China, houve um aumento no ISA de outubro (5,6 pontos) para janeiro (6,1 pontos) e, segundo Lia Valls, pode ser por causa da maior dependência do mercado interno do que das exportações.Para ela, a pesquisa mostra o Brasil "em situação razoável e bastante estável". Quanto ao Índice de Expectativa (IE), houve um pequeno recuo no Brasil, de 5,5 pontos em outubro para 5,2 pontos em janeiro. A gerente da FGV destaca, no entanto, que o Índice de Clima Econômico (ICE), o principal da pesquisa, ficou praticamente inalterado no Brasil em janeiro (6,4 pontos), ante outubro (6,5 pontos). Isso para ela confirma que o País tem hoje melhores condições de combater uma crise do que em 1998, por exemplo. "O Brasil está mais bem preparado, com nível de reservas internacionais como nunca teve antes." Entre os países latino-americanos, a pior avaliação é a do Chile, cujo ICE passou de 6,6 pontos em outubro para 5,3 pontos em janeiro. Segundo Lia Valls, a deterioração do índice chileno não tem relação com a crise nos EUA, mas sim com os problemas de abastecimento energético que o país enfrenta. Já a melhora mais substancial foi apurada na Argentina (ICE de 4,3 em outubro e de 5 em janeiro) e no Paraguai (5 para 6,4 pontos). No caso da Argentina o resultado é atribuído "a uma melhora na avaliação da situação atual", e no Paraguai estaria relacionado "a expectativas de melhor desempenho das exportações".

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