Brasil está no mapa do investidor estrangeiro e continuará, diz presidente local da Tishman Speyer

Executivo lembrou da crise de 2009, quando havia a suspeita de uma bolha imobiliária durtante o Summit Imobiliário Brasil 2016, organizado numa parceria entre Estadão e Secovi-SP

Cynthia Decloedt e Lucas Hirata, O Estado de S.Paulo

12 de abril de 2016 | 11h45

SÃO PAULO - O Brasil está no mapa do investidor estrangeiro e continuará, disse o presidente da subsidiária local da Tishman Speyer, Daniel Cherman. Segundo ele, esse investidor está lidando com ambientes adversos também na China e na Europa.    

O executivo lembrou da crise de 2008/2009, quando havia a suspeita de uma bolha imobiliária. "Em 2008 e 2009 se discutia a bolha imobiliária, o importante era que não estourasse. Hoje, vemos que a questão era muito mais ampla, relacionada ao incentivo ao crédito generalizado na economia", afirmou, durante o evento 

Summit Imobiliário Brasil 2016, organizado numa parceria entre Estadão e Secovi-SP.    

Conforme comenta Cherman, o setor não está alavancado de modo geral, mas há alguns investidores nessa situação, que estão sofrendo atualmente. "Os que não estão alavancados têm, ao contrário, oportunidade nesse ciclo", destacou. A Tishman Speyer possui US$ 80 bilhões investidos no segmento no mundo e US$ 2 bilhões no Brasil. "Olhamos ativos em reais e deixamos a questão do câmbio para os investidores analisarem", completou Cherman.

Planejados. De acordo com executivos presentes no Summit Imobiliário,  Estadão e pelo Secovi-SP. Daniel Cherman ressaltou que há oportunidades principalmente ao lado de centros urbanos, em locais como Belo Horizonte e Brasília. Já Rio de Janeiro e São Paulo apresentam mais dificuldades.    

O executivo explicou que, embora São Paulo possua áreas para se desenvolver grandes empreendimentos, o novo Plano Diretor não ajuda os projetos, uma vez que beneficia mais obras em terrenos menores.    

O executivo-chefe (CEO) da Brookfield Properties Group Brazil, Roberto Perroni, concorda que haja espaço para bairros planejados, mas pondera que as prefeituras "não são muito amigáveis" a esse tipo de empreendimento. De acordo com ele, embora as empresas tragam investimentos e desenvolvimento urbano para a região, há uma resistência entre prefeituras de que os grandes empreendimentos sejam de especulação imobiliária.

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