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Brasil está preparado para turbulências, diz Meirelles

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse neste sábado na Basiléia que a economia internacional ainda terá turbulências por conta das incertezas em relação à política monetária norte-americana. Ele participou na Suíça da reunião anual do Banco de Compensações Internacionais (BIS)."Não está claro onde vai parar o aumento de juros (nos Estados Unidos) e isso faz com que os investidores trabalhem com hipóteses mais conservadoras", disse. Outra previsão tirada da reunião é que sofrerão mais os países que estiverem com problemas nas áreas fundamentais - fiscal, balanço de pagamentos e metas de inflação. "Hoje há a clara discriminação dos países que têm fundamentos melhores e piores", explicou. De acordo com ele, o Brasil está preparado para enfrentar turbulências por ter um saldo positivo de conta corrente, saldo comercial, superávit primário e inflação que converge para as metas.Fuga de capitalDe acordo com o presidente do BC, as saídas de capital do Brasil não são comparadas a crises anteriores nem a de outros países. Meirelles comentou que têm acompanhado os movimentos com atenção. Apesar de salientar que o Brasil tem fundamentos sólidos, situação diversa de outros países com crises mais agudas, ele acha que não é tempo para complacência.Meirelles afirmou que é preciso dar continuidade à política econômica que vem sendo implantada nos últimos três anos e meio no País. "Achar que o Brasil já fez os ajustes suficientes e que se deve relaxar pode ter conseqüências não desejáveis", diz. De acordo com ele, "os mercados não são mais benignos e estão punindo severamente países que não têm fundamentos fortes".Medidas preventivasSegundo Meirelles, as incertezas quanto aos caminhos da economia devem ser enfrentadas com solidez de fundamentos. Ele salientou que as medidas preventivas já foram tomadas nos últimos três anos, com aumento das exportações e saldo comercial, criação de conta corrente positiva e inflações nas metas. "As reservas internacionais aumentaram de US$ 14 bilhões para US$ 64 bilhões e a dívida cambial doméstica foi eliminada", concluiu.Liquidez internacional"É normal que tenhamos ciclos de liquidez no mercado internacional", disse Meirelles. Com a queda da inflação nos EUA e a pressão deflacionária colocada pela China e Índia nos mercados internacionais, os Bancos Centrais e os americanos adotaram uma política mais adaptável.De acordo com o presidente do BC, passa-se hoje por um período mais usual, onde as economias e mercados daqueles países com risco deflacionário voltam a trabalhar com preocupação na inflação e não mais deflação. "Isso sinaliza mercado de menor liquidez do que os mercados que prevaleceram no período de política monetária acomodatícia", disse.

Agencia Estado,

25 de junho de 2006 | 15h18

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