Brasil está prestes a retomar o crescimento econômico, afirma secretário de Tesouro dos EUA

Brasil está prestes a retomar o crescimento econômico, afirma secretário de Tesouro dos EUA

Jacob Lew demonstrou confiança com a agenda de reformas estruturais no Brasil lideradas pelo ministro Henrique Meirelles

Eduardo Rodrigues, Fernando Nakagawa e Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

27 Setembro 2016 | 19h17

BRASÍLIA - O secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Jacob Lew, acredita que o Brasil está "prestes a retomar o crescimento econômico". A avaliação foi feita após uma série de reuniões na capital federal com o presidente Michel Temer, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn.

Lew demonstrou confiança com a agenda de reformas estruturais no Brasil. "O Brasil está prestes a retomar o crescimento. Já há recuperação da confiança dos consumidores e dos investidores", disse em conversa com jornalistas na Embaixada dos Estados Unidos.

Lew explicou que a confiança com o Brasil cresce diante dos sinais de que avança a agenda de reformas. "O que ouvi é o compromisso do governo e a confiança de que as medidas avançarão no Congresso", disse o secretário norte-americano. Para o secretário dos EUA, "lideranças políticas e econômicas estão tomando medidas para, passo a passo, entregar" as reformas estruturais. 

"Essas reformas vão ajudar a economia brasileira", disse."É importante ver como o governo Temer está tomando medidas para criar condições de estabilização da economia, após a que pode ser a pior recessão dos últimos 100 anos no Brasil. Acreditamos que pode haver o retorno da confiança às pessoas no setor privado", 

Em rápida mensagem de boas vindas a Lew, Meirelles ressaltou que essa é a primeira visita de um alto funcionário do governo americano ao Brasil após a confirmação de Michel Temer como presidente do País.  "Essa é a primeira visita de um ministro americano ao Brasil nessa nova administração e também a primeira vez que nos encontramos após a cúpula do G20 em Hangzou (na China, no começo de setembro). Essa é uma oportunidade importante para discutirmos temas macroeconômicos do Brasil e dos EUA", acrescentou o ministro.  

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