finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Brasil está próximo de um crescimento mais forte, diz Morgan Stanley

Diante do fraco crescimento do Brasil, de apenas 2,2% por ano no período de 2001 a 2005, há razões para se questionar se o Brasil deveria estar incluído na categoria BRIC, que agrega Rússia, Índia e China, reconhece Gray Newman, economista-chefe para América Latina do banco de investimento Morgan Stanley. No entanto, o analista pondera que "o debate sobre o fraco crescimento do Brasil pode ser uma coisa do passado. Eu suspeito que o Brasil está próximo de um crescimento muito mais forte nos próximos anos se houver continuidade no front macro do tipo que foi visto nos anos recentes", diz Newman.O economista afirma que seria exagero falar que há um movimento para a retirada do Brasil do grupo BRICs como havia argumentado seu colega de instituição Stephen Roach. Contudo, reconhece que Roach tem razões para esta argumentação diante do nível parco de crescimento registrado pelo País.A avaliação de Newman de que o País deve mostrar crescimento mais forte à frente não "diminui a importância de reformas no Brasil, particularmente no lado fiscal", pondera. A próxima administração, independente de quem será o vencedor do segundo turno das eleições, estima o analista, precisa lidar com desafios fiscais significativos para controlar os crescentes gastos previdenciários, estimular investimento público e controlar a arrecadação. "De diversas maneiras, manter o curso não é o bastante", estima.Contudo, Newman acredita que, apesar de toda a necessidade de reformas, não se deve subestimar o poder da estabilidade macroeconômica. "Estabilidade e certeza têm sido recursos escassos no Brasil e na América Latina." Segundo Newman, manter a estabilidade macro é como liberar "forças poderosas", que podem ajudar o crescimento.O analista diz que não é por acaso que o crescimento do Brasil neste ano deverá ficar próximo de 3,5%: "O Brasil está pagando na forma de menor crescimento pelos anos nos quais a imprudência fiscal e política monetária acomodatícia ajudaram a transformar forte crescimento em um convite para a escalada inflacionária", afirma."Um histórico de prudência tanto monetária quanto fiscal leva tempo e o BC parece ter pouca pressa em mover-se rapidamente. Mas a boa notícia é que o Brasil deverá estar no trilho para menor juro no próximo ano e melhor crescimento", estima.

Agencia Estado,

09 de outubro de 2006 | 16h09

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.