Brasil está redefinindo seu futuro, diz Meirelles

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse hoje na abertura do seminário Depois do Consenso de Washington, que o Brasil está passando por um intenso processo de redefinição de seu futuro. "Legitimado por ampla votação popular, este governo está empenhado em demonstrar que é possível aliar desenvolvimento sustentado com inclusão social, tendo como pré-requisitos a estabilidade econômica e o equilíbrio fiscal", disse Meirelles. Ele acrescentou que o governo Lula está iniciando um novo caminho rumo ao crescimento sustentado. O presidente do BC ressaltou que existem dois pontos fundamentais em todo o processo de discussão do passado tendo em vista uma construção responsável do futuro. São eles, segundo Meirelles: a estabilidade macroeconômica e o ganho de eficiência e produtividade tanto no setor privado, quanto na ação do Estado.?Governos devem se pautar por realismo e não ideologia?Henrique Meirelles disse que os governos devem se pautar por realismo e não por ideologia. "Do ponto de vista do governo e do bem-estar dos cidadãos, razão última de qualquer política, existem apenas boas e más políticas", disse Meirelles. Ele acrescentou que considera importante o País saber tirar as lições dos erros e acertos do passado. Ao mesmo tempo, ele ressaltou que não existem "panacéias universais" válidas e aplicáveis a todos os países de forma idêntica. "Cabe a cada país construir seu futuro de forma autônoma e responsável", disse Meirelles.?Não transigimos com a volta da inflação?O presidente do BC afirmou também que o governo não vai ceder à tentação fácil de repetir os erros do passado. "Por exemplo não transigimos com a ameaça da volta da aceleração inflacionária", disse ele. Meirelles lembrou que o regime de metas de inflação permitiu que o País lidasse com os efeitos do choque do final do ano passado com custos menores para a sociedade em termos de inflação e crescimento. "Foi justamente o regime de metas que permitiu ao BC adotar com sucesso uma política monetária mais eficaz e menos custosa do que qualquer dos regimes alternativos", disse.O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que não existem "mágicas alternativas" para a política econômica. "Como mencionei, existem políticas que têm apresentado na prática resultados positivos e outras que têm falhado. Precisamos aprender com as falhas para buscar novos acertos. É deles que precisamos", concluiu Meirelles.

Agencia Estado,

28 de agosto de 2003 | 11h17

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