Brasil estava melhor antes da crise de confiança, diz agência

A diretora-gerente de riscos soberanos para a América Latina da agência Standard & Poor´s, Jane Eddy, afirmou hoje que os investimentos não estão vindo para o Brasil como antes da crise de confiança, ocorrida no segundo semestre do ano passado. Segundo ela, o investimento direto estrangeiro para este ano é estimado em US$ 15 bilhões. "Muita gente espera menos que isso", disse.Jane afirmou também que a economia brasileira vem crescendo pouco desde a década de 90 e que o aumento esperado do PIB para este ano é igual ao do ano passado, de 1,5%. "Tudo isso nos diz que em termos de mercado a situação se estabilizou, mas não voltou a ser o que era antes (da crise de confiança)."Outro diretor de riscos da S&P, David Beers, disse que o mais importante para operar um rating na agência é a política fiscal do País. Segundo ele, o rating é rebaixado se o déficit público e a carga de dívida aumentam. Durante uma apresentação de cerca de duas horas para a imprensa, Jane Eddy, Beers e outros executivos da S&P citaram várias vezes as reformas previdênciária e tributária como fatores importantes para melhorar a situação fiscal do País. Beers afirmou que é muito importante para a agência também o relacionamento do Executivo com o Congresso. Ele elogiou o Brasil por ser muito transparente em relação aos dados econômicos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.