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Brasil estuda entrada na Opep

Decisão dependerá da produção de Tupi, diz embaixador

Dow Jones Newswires, Riad, O Estadao de S.Paulo

17 de novembro de 2007 | 00h00

O Brasil discutirá se vai se unir à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) depois de determinar o impacto que o recém-anunciado megacampo de Tupi terá nas exportações de óleo. A informação é do embaixador brasileiro na Arábia Saudita, Isnard Penha. Nos intervalos de um evento promovido pela Opep na Arábia Saudita, Penha disse que "estava conversando com membros da organização e uma decisão (sobre a entrada do Brasil na organização) virá depois que soubermos qual será nossa capacidade de exportação". "Acreditamos que será boa." Atualmente, o Brasil não exporta petróleo. O potencial exportador de Tupi é essencial se o País quiser se juntar à Opep. Ainda de acordo com o embaixador, o Brasil terá uma noção melhor sobre a viabilidade de exportação de Tupi daqui a entre seis e doze meses. Na segunda-feira, o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, disse à agência Dow Jones que a produção de Tupi será, muito provavelmente, superior a 200 mil barris de petróleo equivalente (BOE) por dia. A produção piloto no campo deve ter início em 2010 ou 2011, com cerca de 100 mil barris BOE diários.O Monitor Internacional de Negócios prevê que a produção diária da petrolífera subirá de 1,8 milhão de barris para 2,75 bilhões de barris por volta de 2011.ENCONTROOs líderes da Opep se reúnem neste fim de semana em Riad, a capital saudita, para discutir os desafios que uma potencial recessão global, o dólar fraco e as crescentes preocupações ambientais representam à exportação diária de quase US$ 1,8 bilhão do grupo.O Equador será formalmente reintegrado à Opep durante o evento. A maioria dos chefes de Estado desembarca em Riad hoje. Entre eles, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

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