Brasil estuda o uso do diesel para automóveis, diz Lobão

Ministro de Minas e Energia volta a afirmar que petróleo do pré-sal não vai baratear combustível

Leonardo Godoy e Gerusa Marques, da Agência Estado,

10 de setembro de 2009 | 10h28

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse nesta quinta-feira, 10, que o governo brasileiro está "começando a estudar a possibilidade de adotar o diesel como combustível para automóveis". Ele participa de audiência pública conjunta nas comissões de Infraestrutura e de Assuntos Econômicos do Senado, para debater o marco regulatório do pré-sal.

 

Lobão lembrou que na Europa há muito tempo já se usa o diesel em automóveis. Durante a audiência, Lobão fez uma apresentação geral do pré-sal e das regras propostas pelo governo para a exploração da camada sedimentar e defendeu a proposta governistas de fazer com que a Petrobrás tenha, no mínimo, 30% de participação em todos os consórcios que vierem a ser contratados. Ele justificou afirmando que como a empresa será operadora única, é necessário que ela tenha uma participação significativa para ter confiança dos sócios.

 

O ministro também afirmou que o fundo social, que receberá os recursos da União do pré-sal para investir em educação, inovação tecnológica, saúde e meio ambiente, foi uma ideia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

 

Petróleo do pré-sal não vai baratear combustível

 

Lobão voltou a afirmar que o petróleo extraído da camada do pré-sal não deverá ser usado para baixar os preços dos combustíveis. "O combustível não é caro na sua origem. O petróleo sai da refinaria por um preço adequado", disse Lobão, ao ser questionado por senadores sobre quais os benefícios do pré-sal para a população brasileira, principalmente em relação ao preço. Segundo o ministro, ao longo da cadeia produtiva, o preço vai sendo acrescido, principalmente por causa dos impostos. "Não podemos baixar preço sem retirar impostos", admitiu Lobão.

 

Ele disse ainda que é preciso pensar no impacto para o meio ambiente do aumento do volume de veículos circulando pelas grandes cidades. "Reduzir drasticamente o preço dos combustíveis e dos veículos seria estimular o uso de automóveis e agredir o meio ambiente. Acreditamos que não devemos caminhar por aí", afirmou o ministro, acrescentando, no entanto, que o assunto certamente será analisado por técnicos do governo.

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