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Brasil estuda possibilidade de renovar acordo com FMI

O governo brasileiro está mesmo analisando a possibilidade de renovar o acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), admitiu hoje o chefe da missão do Fundo, Charles Collyns, ao deixar uma reunião no Banco Central. Ele ressaltou que a decisão final sobre o assunto ainda não foi tomada. Espera-se que isso ocorra ao longo do mês de março. Após o encontro com o presidente do BC, Henrique Meirelles, Collyns fez elogios à condução da política monetária. "O curso da política monetária está no rumo certo para trazer a inflação para a meta", disse Collyns.O fato de já estar em curso uma negociação sobre a renovação do programa com o Fundo ainda não havia sido confirmado pelo governo brasileiro. Integrantes da equipe econômica vêm salientando a intenção de não renovar o acordo, mas o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, não fechou as portas para a possibilidade. Em várias ocasiões, ele ponderou que não tomará uma decisão antes da hora marcada. Membros da equipe de Palocci dizem nos bastidores que a renovação com FMI pode trazer mais segurança ao País, em um momento de retomada do crescimento sustentado. A exemplo do que está em vigor, o novo acordo poderia ser apenas um forma de ter recursos à mão para casos de emergência. Até agora, o governo brasileiro não sacou nenhum centavo do FMI no novo programa.Relação com o FMIOs técnicos estão no País desde o final da semana passada para a décima e última revisão do programa que mantém com o Brasil. Além de levantar os dados da economia referentes ao último trimestre de 2004, a missão fará um levantamento mais completo, como previsto no artigo 4.º do estatuto do FMI. Por ele, todos os países-membros do Fundo devem passar por revisão anual, tendo ou não programa em andamento.Se as contas forem aprovadas, o Brasil ganhará o direito de sacar mais 910 milhões de Direitos Especiais de Saque, cerca de US$ 1,4 bilhão. Como tem feito desde o fim de 2003, quando renovou o acordo, o País não deve sacar os recursos. Assim, o crédito acumulado pelo Brasil deve somar perto de US$ 14 bilhões.

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