Brasil fará ofensiva publicitária em defesa de biocombustível

Assessor da Presidência classifica como 'bobagens' afirmações que relacionam etanol ao desmatamento

Leonencio Nossa, de O Estado de S. Paulo, Agencia Estado

16 de maio de 2008 | 16h36

Ao reafirmar nesta sexta-feira, 16, críticas ao que identificou como campanha das empresas petrolíferas contra o etanol, o assessor para Assunto Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, informou, em entrevista, que o Brasil fará uma ofensiva publicitária internacional em defesa do biocombustível. Veja também:Entenda a crise dos alimentos  Marco Aurélio Garcia classificou como "bobagens" as afirmações de ambientalistas que associam a produção do etanol biodiesel ao desmatamento. "O biodiesel é um fator altamente positivo para a preservação ambiental. Estamos obtendo cada vez mais adesões a essa política e vamos fazer, evidentemente, uma ofensiva publicitária internacional para esclarecer isso", afirmou o assessor. Segundo Marco Aurélio, há uma campanha das petroleiras internacionais contra a política de bicombustíveis. "Não estamos dizendo que há uma conjunção. O que estamos dizendo é um segredo que só as torcidas do Flamengo e do Corinthians sabem. As empresas petroleiras não estão interessadas nisso. A única interessada em combinar (petróleo com biocombustível) isso é a Petrobras", disse. O assessor ressaltou que a situação ambiental nas cidades brasileiras poderia estar pior se não houvesse a possibilidade de os carros utilizarem o álcool como combustível. Além disso, lembrou que o Brasil vai convocar uma convenção internacional para ouvir cientistas que são favoráveis e contra a política de biocombustível para que "essa questão seja definitivamente esclarecida".

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