Brasil fecha participação em Cannes com 32 Leões

Com sete ouros, desempenho é considerado melhor, em termos de qualidade, que o de 2008

Marili Ribeiro, O Estadao de S.Paulo

27 de junho de 2009 | 00h00

Nem sempre a quantidade de prêmios é a melhor medida da qualidade do trabalho. Esse era o tom das conversas entre os publicitários brasileiros ontem, no penúltimo dia da 56ª edição do Festival Internacional de Publicidade de Cannes. Com 32 Leões praticamente garantidos, já que os anúncios oficiais de hoje na costa francesa devem confirmar os três prêmios conquistados em filmes comerciais, o Brasil sai este ano com menos troféus do que no ano passado, quando ganhou 41. Mas a qualidade deles é superior. São sete Leões de ouro, contra apenas um no ano passado."Esse desempenho mostra os sinais de vitalidade do negócio da propaganda brasileira, apesar do número de inscrições menor, por causa da crise global", diz o sócio e diretor de criação da AlmapBBDO, Marcello Serpa. Sua agência deixa o festival com oito Leões, sendo três de ouro. É uma das mais premiadas, ao lado da DM9DDB, que conquistou nove Leões - dois ouros, quatro pratas e três bronzes. Serpa considera que os ouros ganhos pelo País este ano demonstram a maturidade do mercado brasileiro. "Não são prêmios de jogadas espertas, mas peças que demonstram a consistência do mercado nacional, tanto em talento como em sofisticação", diz. As espertezas a que se refere são principalmente as peças fantasmas, que nunca foram veiculadas, embora acolham uma boa ideia.Com nove troféus a menos do que no ano passado, o Brasil encerra sua participação este ano com sete Leões de ouro, 11 de prata e 14 de bronze. Apesar de menos prêmios, o aproveitamento brasileiro este ano foi muito melhor, já que foram inscritas 1.519 peças, enquanto em 2008 foram 2.461. Falta a oficialização de apenas duas categorias, o que acontecerá hoje pela manhã. Dos dois júris que vão revelar suas escolhas, o Brasil se saiu bem em apenas um: vai ganhar mais três Leões em filmes publicitários, ou Film Lions. Em Titanium and Integrated, categoria que julga ações complexas de marketing em diferentes canais de comunicação, o Brasil não conseguiu sequer se classificou nas listas prévias. Essa área de disputa é dominada pelos Estados Unidos, que têm 14 trabalhos entre os 23 finalistas. Entre eles, a ação de marketing que ajudou a eleger o presidente Barack Obama.Em filmes, o Brasil ganhará um ouro numa subcategoria que não via um prêmio desses desde 1982. É o comercial da Volkswagen denominado Cachorro-Peixe, criado pela agência AlmapBBDO. Os outros dois prêmios são de bronze: um para um comercial da VW Caminhões, de novo da AlmapBBDO, e o outro da campanha da rede de lojas Tok & Stok, da agência DM9DDB. O jornal ?O Estado de S. Paulo? é o representante oficial do Festival de Cannes no Brasil

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