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Brasil festeja Carnaval no precipício, diz 'The Economist'

Além do aprofundamento da crise política e econômica, revista britânica diz que o Brasil terá de lidar com o surto do zika vírus

O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2016 | 14h40

LONDRES - A revista britânica The Economist publica reportagem na edição desta semana para atualizar o difícil cenário político e econômico do Brasil. Com o título "Festejando no precipício", a publicação diz que o feriado de Carnaval não vai proporcional nenhuma pausa na crise do País que sofre com o aprofundamento da situação política e econômica e ainda tem de lidar com o surto do zika vírus.

Apesar de reconhecer que a estabilidade do juro há poucos dias era justificada, a revista também critica a estratégia de comunicação do Banco Central que sinalizou manutenção do juro a poucas horas da reunião de janeiro do Comitê de Política Monetária (Copom). "Em vez de apoiar a credibilidade financeira do Brasil, o BC conseguiu prejudicar ainda mais".

A reportagem nota que outros problemas econômicos continuam crescendo no Brasil e apenas no ano passado 1,5 milhão de trabalhadores foram demitidos das empresas. Neste ano, a revista diz que outro 1 milhão de empregados podem perder o trabalho. Enquanto ainda tem de lidar com a ameaça de impeachment, a presidente Dilma Rousseff e o novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, tentam avançar com as reformas. Alas do PT, porém, já demonstraram ser contrárias à intenção de aumento da idade mínima para aposentadoria, diz a Economist.

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