Brasil fica em 2º lugar no investimento externo direto

O Brasil só perdeu para a Holanda, em 2007, na classificação de país que mais crescimento teve no investimento estrangeiro direto (IED), segundo estudo divulgado hoje pela Unctad, órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) para o comércio, com sede em Genebra (Suíça). O IED recebido pelo Brasil chegou a US$ 37,4 bilhões, isto é, um crescimento de quase 100% sobre o ano anterior.De acordo com os analistas da Unctad, a maior parte dos investimentos recebidos pelo Brasil teve como foco o aumento da capacidade industrial. O balanço da Unctad mostrou que, mundialmente, o IED foi recorde em 2007, com a soma de US$ 1,5 trilhão.A Holanda, país que liderou a pesquisa em aumento de investimentos no ano passado, havia recebido em 2006 apenas US$ 4 bilhões. Em 2007, o IED passou para US$ 104,2 bilhões. A diferença é explicada pela venda do banco ABN Amro para o espanhol Santander, por US$ 98,5 bilhões, um negócio concluído no segundo semestre do ano passado.Um dado interessante no ano de 2007 foi a queda do investimento estrangeiro direto na China, de 3%. O país recebeu US$ 67 bilhões.América LatinaA Unctad, na sua análise da América Latina e Caribe, concluiu que os investimentos estrangeiros chegaram a US$ 125,8 bilhões no ano de 2007. O crescimento foi de 50% em relação ao ano anterior, com novos investimentos e expansão da produção de empresas já instaladas.Outro ponto que o organismo da ONU chamou a atenção está no fato de que quase duplicou o IED direcionado para o México, em 93%, e para o Chile, em 92%. A Colômbia experimentou um avanço do IED de 30,6% e a Argentina, uma queda de 39,6%.Como o estudo da Unctad leva em consideração o crescimento de um ano para o outro, os Estados Unidos, com o ingresso de US$ 193 bilhões no ano passado, tiveram uma evolução de 10% sobre o total de 2006. Para os analistas, o dólar desvalorizado serviu como atrativo para os investidores. Depois dos Estados Unidos, foi o Reino Unido que mais recebeu recursos de IED no ano passado, US$ 171 bilhões, ou seja 22% a mais do que em 2006.

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