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Brasil foi o 2º mais afetado na AL por crise, diz Moody´s

Argentina perdeu 20%, Brasil e Peru recuaram 17%, México cedeu 14%, Colômbia caiu 11% e o Chile, 10%

Carolina Ruhman, da Agência Estado,

28 de agosto de 2007 | 15h42

O Brasil foi o segundo país mais afetado na América Latina pelas turbulências dos mercados financeiros globais causadas pelos problemas das hipotecas norte-americanas, ficando atrás somente da Argentina, afirmou Alfredo Coutino, economista sênior para América Latina da Moody's Economy.com, braço de pesquisa econômica da holding Moody's Corporation, da qual faz parte a agência de classificação de risco. De acordo com os cálculos da agência, a Argentina perdeu 20%, Brasil e Peru recuaram 17%, México cedeu 14%, Colômbia caiu 11% e o Chile teve perdas de 10%. "Obviamente, os mercados mais atraentes foram os mais afetados, uma vez que eles mantêm uma proporção importante de investimentos especulativos", declarou Coutino, ressaltando que "os ajustes ficaram apenas no setor financeiro, sem efeitos reais na economia".Segundo a Moody's, desde o início da turbulência nos negócios financeiros globais, os mercados latino-americanos foram afetados de maneira similar à dos demais emergentes. "No entanto, a região se ajustou em baixa somente por conta do aumento da aversão ao risco, não por causa de sua exposição ao mercado hipotecário norte-americano", explicou. Em sua visão, "os mercados regionais se ajustaram devido à fuga de capitais gerada por investidores de curto prazo assustados"."Uma vez que o Brasil, assim como o resto da região, mantém apenas uma proporção mínima de investimentos em ativos lastreados em hipotecas dos Estados Unidos, se tiver qualquer investimento, então sua exposição é significativamente baixa", afirmou Coutino, acrescentando que "isso certamente reduz a vulnerabilidade da região aos choques financeiros esternos".Segundo ele, "durante o período de maior turbulência, a começar com o pico atingido em 23 de julho até o dia da intervenção decisiva do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) em 16 de agosto (quando o BC norte-americano cortou a taxa de redesconto em 50 pontos-base), os mercados emergentes registraram as maiores perdas em diversos anos", afirmou a Moody's.RankingNa avaliação da Moody's, os efeitos potenciais na economia real serão possíveis somente em um cenário de desaceleração econômica global. "Para o Brasil, uma demora na recuperação dos EUA não será sentida significativamente, particularmente porque a economia do Cone Sul está em meio a uma recuperação sustentada, baseada principalmente em fontes domésticas", afirmou.

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