Brasil ganha 100 mil metalúrgicos em 16 meses, diz a CUT

O emprego no ramo metalúrgico cresceu 7,75% entre janeiro de 2003 e abril deste ano, no País, segundo informações do estudo "Mapeamento sindical e do emprego no ramo metalúrgico", preparado pela sub-seção do Dieese, da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, que representa 700 mil metalúrgicos no Brasil. De acordo com o levantamento, o crescimento representa um saldo positivo de 102.171 empregos.O mapeamento mostra que entre 1985 e 2002, a queda do emprego no setor foi de 38,1%. No total de trabalhadores brasileiros pertencentes ao mercado formal 4,7% são metalúrgicos. O estudo traçou ainda o perfil do trabalhador da área de metalurgia, onde cerca de 73% desenvolvem as atividades na produção; 58,5% não possuem o 2º grau completo; e 52% tem mais de 30 anos. Para as áreas produtivas, a remuneração média é de R$ 989,80. As diferenças entre o maior e o menor salário médio, chegam a 50%.O estudo aponta que a jornada de trabalho média é de 43,3 horas de trabalho semanais e com a redução da jornada para 40 horas semanais - tema que está em discussão no Congresso - haveria a abertura de 60 mil postos. De acordo com o levantamento, os principais ramos do setor metalúrgico são: automotivo, que emprega 21,5%; siderúrgico, com 20,5%; eletroeletrônico, 20,2%; e bens de capital, 19,4%.

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