Brasil gasta mais que país rico em estímulo, diz ONU

O Brasil gastou 5,6% de seu Produto Interno Bruto (PIB) em incentivos fiscais para tentar tirar a economia da crise. Nesta semana, os novos dados do PIB devem indicar o fim da recessão no País. Mas, em termos porcentuais, o Brasil gastou mais que Estados Unidos, França, Reino Unido ou Japão em pacote de estímulo para o setor produtivo. Para a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil sofrerá contração de 0,8% em 2009, ante queda de 2,5% no mundo. Ontem, porém, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, insistiu que o PIB deve fechar o ano no País com taxa positiva.

AE, Agencia Estado

08 de setembro de 2009 | 07h58

Os dados sobre os gastos integram relatório divulgado pela Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) que, um ano após a eclosão da crise, fez um levantamento de tudo que já havia sido gasto ou prometido por governos. O resultado do relatório é o alerta de que os sinais positivos registrados no mercado internacional não significam que a crise tenha sido superada no mundo nem que os problemas tenham sido solucionados. Para a ONU, nem os pacotes de trilhões de dólares evitarão que a economia mundial patine por alguns anos e não descarta que novas medidas tenham de ser anunciadas em alguns meses. Para 2010, o crescimento no mundo seria de apenas 1,6%, metade do que prevê o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Segundo a entidade, os gastos do Brasil estão acima da média dos países emergentes, que usaram 4,7% de seus PIBs em medidas de resgate das economias. Já nos países ricos, o gasto chegou a 3,7% do PIB. No fim de semana passada, o G-20 deixou claro que ainda não está na hora de retirar os pacotes de ajuda. Para Meirelles, o Brasil também não deve atuar de forma prematura: "A recomendação (do G-20) também vale para nós", disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Tudo o que sabemos sobre:
estímuloONUBrasil

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.