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Brasil incluiu câmbio na agenda do G-20, diz Meirelles

A sugestão do governo brasileiro de incluir na agenda do G-20 sobre os desequilíbrios econômicos a volatilidade cambial foi acatada pelos ministros reunidos em Saint Andrews, segundo o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Ele ressaltou, entretanto, que a proposta será abordada dentro das discussões sobre Desenvolvimento Sustentável do G-20, e que nada garante que haverá padronização pelo sistema de câmbio flutuante, defendida pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. "O Brasil levantou de fato a questão dos desequilíbrios cambiais", e o tema "foi incluído entre as políticas que serão discutidas", afirmou Meirelles. A proposta brasileira entra, assim, no escopo de medidas que serão discutidas ao longo de 2010.

ANDREI NETO, Agencia Estado

07 de novembro de 2009 | 17h21

O objetivo central do trabalho do G-20 é eliminar os desequilíbrios econômicos internacionais, como o consumo excessivo em países como os Estados Unidos, e o crescimento baseado em exportações em economias como a da China e a da Alemanha. Pela agenda aprovada hoje, em janeiro de 2010 os países-membros do G-20 apresentarão seus relatórios de "boas práticas" econômicas. O Brasil, diz Meirelles, relatará políticas como a responsabilidade fiscal, a política cambial e a formação de reservas, além de reportar indicadores econômicos.

De posse dos relatórios de todos os países, os corpos técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial vão elaborar um relatório com a análise da consistência e da coerência de cada política. Em junho, quando da Cúpula do Canadá, o G-20 vai apresentar um rol de "boas práticas" aos líderes políticos, que terão a opção de adotar ou não as sugestões.

Além da agenda, outro tema tratado foram os pacotes de estímulo. De acordo com o comunicado final da reunião, os ministros concordaram sobre a necessidade de manutenção dos incentivos à recuperação da atividade econômica. Na quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) já havia antecipado que planeja o início do fim das medidas extraordinárias.

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