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Brasil insiste em reconhecer a China como economia de mercado

O tema deverá ser tratado no encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hu Jintao, da China, na próxima semana

Denise Chrispim Marin, da Agência Estado,

08 de abril de 2010 | 13h01

O embaixador Roberto Jaguaribe, subsecretário de Assuntos Políticos do Itamaraty, afirmou nesta quinta-feira que o reconhecimento efetivo da China como economia de mercado é tópico que continua em consulta no âmbito bilateral. O tema deverá ser tratado no encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hu Jintao, da China, na próxima semana. O líder chinês participará em Brasília da 2ª Cúpula do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) e fará sua segunda visita oficial ao País, no dia 15. "Esse tema é sempre objeto de consulta. A China quer ultimar esse processo", afirmou Jaguaribe. "A dimensão política (do reconhecimento) já se deu em 2004. A dimensão prática depende de etapas em curso na Câmara de Comércio Exterior (Camex), que interessam ao governo brasileiro que sejam concluídas."

 

O reconhecimento da China como economia de mercado foi a mais polêmica medida adotada durante a primeira visita de Hu Jintao ao Brasil, por sua capacidade de restringir a aplicação de medidas de defesa comercial contra produtos chineses. A sua efetividade foi condicionada à realização de investimentos chineses no País, que ainda estão em suspenso. Segundo Jaguaribe, esse reconhecimento será automático e inevitável em 2016, quando todos os membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) terão de adotar essa posição.

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