Brasil já é o maior investidor externo na Argentina

O Brasil superou a Espanha e se tornou a principal origem dos investimentos estrangeiros produtivos na Argentina. Em 2010, as empresas brasileiras investiram US$ 5,33 bilhões no país vizinho, acima dos US$ 5,04 bilhões dos espanhóis, conforme levantamento da consultoria Abeceb.com. E o movimento não para.

Raquel Landim, O Estado de S.Paulo

21 de fevereiro de 2011 | 00h00

No início de fevereiro, a Vicunha Têxtil anunciou acordo com o grupo argentino Ullum para produzir denim, tecido utilizado na produção do jeans. A empresa brasileira também tem a opção de comprar as fábricas do grupo. O acordo vence em 30 de junho.

A Vicunha seguiu tardiamente o caminho das concorrentes Coteminas, Santa Têxtil, Santista e Alpargatas. Hoje, 75% da produção de denim da Argentina está na mão de brasileiros. O setor foi um dos primeiros a sofrer com o protecionismo argentino.

"Com dificuldade para exportar para a Argentina, as empresas investem para ocupar seu espaço no mercado local", disse Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit). Outros fatores também pesam na escolha da Argentina, como o câmbio fraco e os baixos custos de energia.

Outro setor que enfrenta barreiras na Argentina é o calçadista. Ao menos três grandes empresas cruzaram a fronteira: Vulcabras, Coopershoes e Paquetá. "As medidas restritivas foram o fator determinante para o investimento", disse Heitor Klein, diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).

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