Brasil liderou contratos de proteção de risco, diz EMTA

Os contratos de credit default swap (de proteção ao risco contra eventual calote) do Brasil foram os mais transacionados em termos de volume durante o quarto trimestre de 2013, alcançando US$ 65 bilhões, de acordo com boletim divulgado pela EMTA, associação que reúne representantes de bancos de investimento e dealers de mercados emergentes. O montante é 170% superior ao transacionado no quarto trimestre de 2012, quando o volume de negócios com CDS soberanos brasileiros foi de US$ 24,2 bilhões.

CYNTHIA DECLOEDT, Agencia Estado

25 de fevereiro de 2014 | 15h05

No acumulado de 2013, o volume de negócios com CDS soberanos brasileiros alcançou US$ 229,15 bilhões, também o mais elevado entre os emergentes. De acordo com a EMTA, as transações com CDS de emergentes atingiu US$ 1,064 trilhão, 31,5% acima de 2012. No quarto trimestre, o total transacionado com CDS soberanos de emergentes foi de US$ 142 bilhões, 94% acima do mesmo período de 2012 e 7% acima do terceiro trimestre de 2013.

"Os CDS soberanos são cada vez mais utilizados como instrumento de hedge, especialmente para o mercado de dívida corporativa de emergentes, que explodiu nos últimos anos. Como o mercado de CDS de dívida corporativa não é líquido, muitos investidores utilizam os CDS soberanos", disse o estrategista do mercado de dívida do Citi, Jeff Williams, na nota da EMTA.

"Além disso, como mais investidores estão preocupados com a desaceleração no ritmo de crescimento dos mercados emergentes e com um potencial fluxo de saída desses ativos, os CDS soberanos tornaram-se um instrumento mais usado, dada a maior liquidez", acrescentou.

Depois dos CDS do Brasil, os mais negociados no quarto trimestre e em 2013 foram os do México, com US$ 31 bilhões e US$ 115,58 bilhões, e os da Turquia, com US$ 29 bilhões e US$ 112,15 bilhões, respectivamente.

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