Brasil mantém fronteiras fechadas com o Paraguai por causa da aftosa

O diretor do Departamento de Defesa Animal do Ministério da Agricultura, João Mauad Cavalléro, informou nesta segunda-feira que o Brasil manterá as fronteiras fechadas com o Paraguai até que a suspeita de febre aftosa no município de Corpus Christi, na província de Canindeyu, na fronteira com o Mato Grosso do Sul, seja esclarecida. A fronteira foi fechada no dia 23 último. A decisão será mantida porque as autoridades sanitárias brasileiras não aceitaram o laudo apresentado pelos técnicos do Serviço Nacional de Controle e Sanidade Animal do Paraguai (Senacsa) durante reunião bilateral realizada na sexta-feira, em Campo Grande (MS), com a intermediação do Centro Panamericano de Febre Aftosa (Panaftosa).O laudo apresentado, segundo ele, indicava ?rinotraqueite infecciosa bovina?. Essas informações não coincidem com os dados apresentados pelo Instituto de Agricultura do Mato Grosso do Sul (Iagro), que indicam enfermidade vesicular.Como não houve entendimento na reunião, os técnicos optaram pela formação de uma comissão integrada por veterinários da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e do Senacsa paraguaio, que terá como mediador o veterinário Pita Pinheiro, do Panaftosa.Esta comissão, segundo Cavalléro, iniciou os trabalhos hoje, em Assunção e irá visitar o município de Corpus Christi para inspecionar a propriedade onde os animais com sintoma de enfermidade vesicular estão localizados.?As barreiras físicas e móveis instaladas na fronteira do Mato Grosso do Sul com o Paraguai não serão retiradas. Também será mantida a proibição para ingresso de animal suscetível à aftosa no Brasil, assim como a importação de carne bovina e subprodutos?, afirmou Cavalléro.

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