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Brasil mostra discrição à indicação do México para FMI

A corrida para escolher o novo diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) foi oficialmente lançada na segunda-feira, na medida em que o México começou a buscar apoio ao presidente de seu banco central para o cargo e o Brasil disse ser necessário mais tempo para fazer sua escolha.

JASON LANGE E ISABEL VERSIANI, REUTERS

23 de maio de 2011 | 20h35

O México indicou Agustín Carstens para substituir Dominique Strauss-Kahn, embora o Brasil, maior economia da América Latina, tenha aparentado relutância em apoiá-lo.

As autoridades brasileiras acreditam que Carstens é um tiro no escuro para comandar o mais alto posto do FMI e que não está inclinado a fazer reformas no organismo credor, afirmaram à Reuters fontes do governo.

Depois de a Grã-Bretanha ter endossado no fim de semana a indicação da ministra francesa das Finanças, Christine Lagarde, como uma "excelente candidata" para a vaga, autoridades de economias emergentes estão pressionando contra qualquer hipótese de que o próximo líder do FMI venha a ser um europeu.

"Um cheiro de colonialismo está flutuando em torno das ruas 19a e H no noroeste de Washington, sede do Fundo Monetário Internacional", disse Moises Naim, ex-diretor do Banco Mundial para a Venezuela, atualmente na Carnegie Endowment for International Peace.

A Rússia afirmou na semana passada que apoiaria o presidente do banco central do Cazaquistão, Grigory Marchenko, e fontes disseram que o político sul-africano Trevor Manuel também poderia surgir como candidato.

O conselho de países-membros do FMI abriu o processo de indicação formal na segunda-feira e estabeleceu um prazo até 30 de junho para escolher um sucessor. O Brasil pediu ao conselho mais tempo para escolher a pessoa certa para o cargo.

"O que interessa não é a nacionalidade. É por isso que queremos superar aquele critério de nacionalidade", reiterou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, na segunda-feira. "O que diferencia um de outro é qual é a proposta que ele tem."

Por um acordo informal, a presidência do FMI é tradicionalmente ocupada por um europeu, enquanto a do Banco Mundial fica nas mãos dos Estados Unidos.

Atualmente, Lagarde é considerada a candidata mais forte para substituir Strauss-Kahn, já tendo recebido o apoio de vários países.

Strauss-Kahn está cumprindo prisão domiciliar em Nova York sob acusação de tentativa de estupro contra uma camareira de um hotel na mesma cidade. Ele renunciou na quarta-feira.

O FMI está sendo comandando por sua autoridade número 2, John Lipksy, que já disse querer deixar o cargo em agosto.

Strauss-Kahn nega as acusações.

(Reportagem adicional de Lesley Wroughton em Washington, Jeremy Gaunt em Londres, Luis Rojas Mena na Cidade do México e Abhijit Neogy e Manoj Kumar em Nova Délhi)

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