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Brasil não 'aceitará os prejuízos' da crise americana, diz Lula

Em visita à Finlândia, onde tratará sobre biocombustíveis, presidente ressalta que o País tem solidez econômica

Lisandra Paraguassu, enviada especial,

10 de setembro de 2007 | 08h59

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, 10, que o Brasil não aceitará os prejuízos decorentes da crise no mercado imobiliário dos Estados Unidos, ressaltando que o País tem solidez econômica para não ser afetado pela crise dos mercados mundiais. "Nós não aceitaremos os prejuízos de um jogo do qual não participamos", afirmou Lula.   Para Lula, não será difícil levar etanol para países nórdicos   O presidente faz sua primeira visita a países nórdicos para atuar como garoto-propaganda dos biocombustíveis e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).   Para Lula, a crise no mercado americano "é um problema da política econômica dos Estados Unidos, da ganância de alguns fundos de investimento, que compraram títulos de risco imaginando que estavam em um cassino e tiveram prejuízo".   Em entrevista concedida ao lado da presidente finlandesa, Tarja Halonen, Lula disse que "é preciso que os bancos centrais dos países envolvidos nessa situação assumam o mais rapidamente possível a responsabilidade pela solução dessa crise, para que não tragam prejuízo para países como o Brasil, que passaram décadas sem crescer", ressaltou.   "Agora não podemos jogar fora essa oportunidade, por causa de apostadores que tentam ganhar dinheiro fácil, em vez de ganhar dinheiro trabalhando. Se o lucro não foi repartido, muito menos queremos repartir o prejuízo."   Lula acrescentou que o Brasil tem uma economia sólida, dispõe de US$ 160 bilhões de reservas e até agora tem entrado mais capital do que saído. Ele disse que está torcendo para que os Estados Unidos resolvam esse problema. "O sistema de financiamento foi criado pelo governo americano que vendeu facilidades. Assuma agora as dificuldades". Ele disse que a segurança da economia brasileira deve ser atribuída ao crescimento, por conta do mercado interno. "Não dependemos apenas de exportação". A entrevista à imprensa foi depois do encontro com a presidente da Finlândia, no Palácio Presidencial.   Durante o encontro foi assinado protocolo de intenções sobre troca de tecnologia para produção de energia limpa. Durante o discurso, Lula defendeu a produção de etanol, como fonte alternativa de energia, e rebateu as críticas que tem sido feitas de que isso possa prejudicar a produção de alimentos.   Segundo o presidente, a produção de alimentos no Brasil tem crescido exponencialmente e que apenas 1% da terra plantada hoje no Brasil é dedicada à cana-de-açúcar. Depois desse encontro Lula almoçou com empresários brasileiros e finlandeses para discutir investimentos no Brasil e daqui a pouco se encontrará com o primeiro-ministro, Matti Vanhanen.

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