Brasil não afronta ninguém ao buscar parcerias, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em seu discurso do lançamento do Plano Agrícola Pecuário 2004/2005, defendeu sua política externa e disse que o Brasil não está afrontando ninguém ao buscar novas parcerias políticas e comerciais. Ele argumentou que a relação comercial com os EUA e União Européia já é muito grande e quanto mais aumenta, mais reduz o espaço de mobilização.Lula afirmou que esses países enfrentam dificuldades internas para darem novos passos na relação com o Brasil. "Eles estão cada vez mais limitados na nossa relação", afirmou o presidente. Por isso, segundo ele, é fundamental para o Brasil buscar novos parceiros ou buscar oportunidades de negócio com os parceiros existentes. "Nós não ficaremos sentados no gabinete esperando que alguém venha atrás de nós." O presidente elogiou os ministros da Agricultura, Roberto Rodrigues, do Desenvolvimento, Luiz Furlan, e das Relações Exteriores, Celso Amorim, nesse trabalho de criar uma nova geometria comercial no mundo. Ele disse ainda que a briga que os produtos brasileiros de algodão estão travando na OMC não interessa apenas ao Brasil, pois ajudará outros países, como alguns africanos, que sofrem o mesmo problema, mas que não têm condições de lutar na OMC.O presidente disse que, apesar das dificuldades, o governo está aumentando os recursos destinados à agricultura e disse que o apoio deverá aumentar cada vez mais. Ele apontou como objetivo do setor não apenas aumentar a produção, mas também ampliar o valor agregado. "Se a Embrapa nos ajudar, vamos ter exportadores de conhecimento", disse Lula.

Agencia Estado,

18 de junho de 2004 | 11h42

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