Brasil não chama mais a atenção por causa de crise, diz BC

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse nesta segunda-feira, após a reunião com representantes dos dez maiores bancos centrais do mundo, na Basiléia, que o "Brasil não é mais um país objeto de atenção por causa da crise (econômica)". Para ele, "o Brasil hoje é considerado como tendo voltado ao mercado e com uma política macroeconômica bem sucedida, é um País que está entrando num vagão dos países em crescimento sustentável pela primeira vez em muitos anos". De acordo com o presidente do BC, a política econômica do governo Lula está sendo "aprovada" pela comunidade financeira internacional. Questionado sobre as críticas do PT à condução da economia, o presidente do BC não fez comentário direto, mas ressaltou que a estratégia não deve ser alterada, mesmo diante das pressões internas. "Em estratégia que se ganha não se mexe", disse. Meirelles disse que os desafios que o Brasil terá que superar em termos econômicos são o que ele chamou de "micro-reformas", como a nova lei de concordata e falência e regras claras para atrair investimentos, além da estabilidade de preços. "Precisamos atingir um estágio onde a política macroeconômica e a política monetária saiam do foco e não sejam as únicas notícias", afirmou. O presidente do BC, porém, não conseguiu dizer com clareza quando é que isso começará a se traduzir em empregos. Ele se limitou a dizer que "o processo já está em andamento" e que seria fortalecido durante o ano. O tema da criação de empregos dominou parte dos debates. Segundo o presidente do Banco Central Europeu (BCE) Jean Claude Trichet, reformas estruturais podem ajudar na redução do desemprego e o setor de serviços deveria ser mais explorado. O europeu ainda afirma que a economia mundial apresenta uma "forte recuperação".

Agencia Estado,

08 Março 2004 | 21h14

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