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Brasil não deve usar US$ 14 bi do FMI, sinaliza Palocci

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, afirmou, na noite de ontem, em Ribeirão Preto (SP), que o acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) caminha como o previsto e sob o melhor cenário possível do Brasil. Palocci sinalizou, durante entrevista antes de um jantar de apoio ao seu sucessor e candidato à reeleição na cidade do interior paulista, Gilberto Maggioni (PT), que o Brasil não deverá utilizar os US$ 14 bilhões disponíveis no FMI até março, quando vence o acordo feito em setembro de 2003."O Brasil, como nós prevíamos, conseguiu ter o empréstimo e não precisar dele, essa é a boa notícia. O acordo caminha naturalmente e no melhor cenário possível. Havia um cenário otimista, um cenário médio, um com mais dificuldade, mas o melhor aconteceu. Tudo caminha como o previsto", disse o ministro da Fazenda, que na semana da eleição vai para os Estados Unidos, onde participa da reunião anual do FMI e do Banco Mundial.Indagado se o País iria renovar o acordo em março, Palocci disse que não quer sofre por antecipação e que se isso for necessário, um o Brasil não terá dificuldades de fazê-lo, "até porque tem um relacionamento positivo com o Fundo". Em seu discurso para cerca de 800 filiados e simpatizantes, o ministro falou que irá "enforcar" o último dia da reunião nos Estados Unidos - justamente 3 de outubro, data do primeiro turno das eleições municipais - para votar em Maggioni e tentar levá-lo ao segundo turno em Ribeirão Preto.Sobre as críticas feitas pelos seus adversários políticos, de que deixou a cidade com uma dívida de R$ 56 milhões e de que ainda prometeu obras que não saíram dos projetos, Palocci fez um mea culpa. "Os candidatos, se quiserem fazer um debate eleitoral, podem dizer que as dificuldades são minhas mesmo. O Maggioni, desde que assumiu, fez tudo que podia fazer de bom para a cidade, demonstrou capacidade de organizar o município, de responder a dificuldades financeiras", disse.

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