Brasil não enfrentará turbulência como a de 2002, diz Meirelles

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, rejeitou há pouco a hipótese de que a economia brasileira enfrente uma turbulência neste ano eleitoral como ocorreu em 2002, quando os mercados temiam a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, as condições hoje são "muito diferentes" do que há quatro anos. Meirelles citou os bons fundamentos da economia como indicativo dessa nova situação. Neste momento, de acordo com ele, a discussão econômica não é de como lidar com possíveis crises, mas de como ter um crescimento maior. Indagado por um empresário sobre que sugestões daria ao novo presidente para que o Brasil possa ter um crescimento mais forte, Meirelles citou três pontos: "O Brasil deveria se concentrar em reformas fundamentais", afirmou, dizendo que não citaria nenhuma em especial. Além disso, o presidente do BC sugeriu investimentos do setor de infra-estrutura e em educação, que seriam fundamentais para dar sustentação ao crescimento do País. Ao falar para um grupo de empresários reunidos em almoço promovido pela Câmara França-Brasil, Meirelles voltou a afirmar que o Brasil tem todas as condições neste momento para crescer de forma continuada e sustentada. De acordo com ele, o Brasil saiu do padrão de crises sucessivas e, agora, começa a discutir o que é importante para um crescimento mais robusto. Perguntado sobre se há um impedimento para que o País tenha taxa de juros reais (taxa Selic de 16,5% descontada a inflação) abaixo de 10% ao ano, Meirelles evitou uma resposta específica dizendo que a trajetória de queda dos juros é cadente. E que isso demonstraria que o País está no caminho certo. O presidente do BC mostrou aos empresários um conjunto de indicadores sobre as melhores obtidas na economia desde 2003 para demonstrar sua convicção de que o crescimento é viável.

Agencia Estado,

10 Abril 2006 | 14h50

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