Brasil não precisa de mais aperto, diz agência de risco

A presidente da agência de classificação de risco Standard & Poor´s no Brasil, Regina Nunes, disse à Agência Estado que o País não precisa adotar políticas mais austeras por não ter renovado o acordo com o Fundo Monetário Internacional. "A Standard & Poor´s não acha necessário mais sacrifícios", afirmou.A decisão do Brasil não altera perspectivas para o rating do Brasil. Segundo ela, a agência já contava com essa possibilidade quando classificou o País como BB-, com perspectiva estável. "Agora vamos ver se estávamos corretos nesta avaliação", disse.Segundo ela, a atual política econômica não foi uma imposição do FMI, mas uma decisão da sociedade, do governo. Para ela, a credibilidade do País não está em discussão e o governo manterá tanto a transparência como a austeridade na execução da política econômica. "Essa transparência, esse esforço é uma decisão do País", afirmou.Por considerar "excelente" o histórico de relacionamento entre o Brasil e o FMI, Regina Nunes disse que o País poderá recorrer a um novo empréstimo em caso de choque externo. Afinal, ponderou, um acordo não garante a liberação automática de recursos. O acesso a recursos está condicionado ao bom desempenho do País.

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