Helvio Romero/Estadão
Helvio Romero/Estadão

Brasil não precisa de um Macron, mas de um Reagan ou uma Thatcher, diz Flávio Rocha

Presidente da Riachuelo acredita que sociedade deseja eleger uma figura política mais próxima do conservadorismo, porém liberal na economia

Marcelo Osakabe e Eduardo Laguna, O Estado de S.Paulo

01 Março 2018 | 18h00

O Brasil não precisa de um Emmanuel Macron, que foi liberal na economia mas assumiu plataforma de esquerda nos costumes, afirmou nesta quinta-feira, 1º, o presidente da Riachuelo, Flávio Rocha. Segundo ele, ao invés do atual presidente da França, o povo brasileiro quer eleger uma figura política mais próxima do conservadorismo, como o ex-presidente dos EUA, Ronald Reagan, ou a ex-premiê britânica Margareth Thatcher.

Para Rocha, que encabeça o Brasil 200, um grupo de lideranças empresariais que pretende influenciar nas eleições deste ano, o perfil "liberal na economia, conservador nos costumes" não encontra hoje um representante à altura entre os presidenciáveis. Segundo ele, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) "não encampa um liberal", ao menos como gostaria, além de não conseguir representar o que vê como uma indignação contra a desordem que existe no País hoje.

O prefeito João Doria, nesse mesmo sentido, já foi a "grande esperança" daqueles que pensam como o Brasil 200, mas acabou "pisando em cascas de banana", como defender o controle da venda de armas e outros temas do "politicamente correto", disse.

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Já Jair Bolsonaro, por outro lado, encarnaria uma Marine Le Pen brasileira, em referência à candidata de extrema-direita que perdeu as eleições para Macron em 2016. Rocha elogiou o deputado fluminense por ser "o único que toca em temas espinhosos", mas criticou sua visão estatizante na economia.

Candidatura governista. Para Rocha, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ainda não se mostrou viável na eleição deste ano por fincar seu discurso muito na economia. "Não  se ganha eleição com economês", pontuou. Já o presidente Michel Temer foi elogiado por aplicar o "único programa liberal que esse País já teve" na economia. Por outro lado, avaliou o empresário, muitas de suas vitórias foram construídas com o compromisso de que ele não ia se colocar (como candidato)".

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