Brasil não renovará o acordo com o FMI

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, informou hoje, por meio de nota, que o Brasil não vai renovar o acordo com o Fundo Monetário Internacional. Na nota, Palocci diz que já comunicou a decisão ao FMI. O ministro dará uma entrevista ainda hoje para explicar a decisão e fará um pronunciamento à noite em cadeia de rádio e tevê.O acordo de US$ 41,75 bilhões foi firmado em setemro de 2002, no final do governo Fernando Henrique Cardoso, e vencia no próximo dia 31 de março. No último dia 22, o FMI aprovou a 10ª revisão do acordo. Do total de US$ 41,75 bilhões, o Brasil sacou US$ 26,3 bilhões, que foram incorporados às reservas internacionais.Fim de relação ininterruptaA decisão de hoje do governo brasileiro de não renovar o acordo com o FMI põe fim a um relacionamento ininterrupto desde 1998. Naquele ano, o Brasil assinou um acordo com o FMI que foi renovado em setembro de 2001, em meio à crise de energia elétrica, e depois em setembro de 2002, no período eleitoral. Em 2002, o Brasil viveu uma crise de confiança em relação à eleição presidencial. O acordo renovado em 2002, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, foi posteriormente apoiado pelo então presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. Lula em 2003 resolveu prorrogar o acordo por mais um ano para que o país pudesse, nesse período de transição, passar pelo processo de retomada do crescimento da economia. Neste mês de março, o FMI fez a última avaliação e aprovou a última revisão do acordo.

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