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Brasil não se intimada com pressão dos europeus na OMC

O embaixador brasileiro na Organização Mundial do Comércio, Luiz Felipe de Seixas Correa, disse hoje que o governo não se intimidará com as declarações do comissário de agricultura da União Européia, Franz Fischler, de que o Brasil ficará de "mãos vazias" se insistir em maior liberdade agrícola na reunião da OMC, semana que vem no México.Para ele, o País irá a Cancún com "um forte apoio" dos países em desenvolvimento. "Vamos resistir às pressões, que essa fase das negociações são normais", afirmou. Avaliações similares também são feitas por diplomatas da Índia e de outros governos, que se disseram "indignados" com a falta de diplomacia dos negociadores europeus.A OMC chega à Cancún dividida. De um lado, Estados Unidos e União Européia (UE) vão lutar para manter o direito de manter alguns subsídios dados aos agricultores o que, na avaliação do Brasil, afetam a capacidade de exportação dos países em desenvolvimento. De outro lado, Brasil, China e Índia conseguiram reunir outros 17 países para formar o G-20, que pressionará para que o mandato negociador da OMC, lançado em 2001 em Doha, seja mantido e que a eliminação dos subsídios seja aprovada. A estratégia do Brasil agora, segundo Seixas, é atrair o Grupo de Cairns, bloco formado por exportadores de produtos agrícolas, do qual também faz parte o Brasil. Com a aproximação, a idéia é ganhar o apoio de Canadá, Austrália e Nova Zelândia, que fazem parte de Cairns, mas que, por serem países ricos, não entram no G-20. O Brasil também terá o apoio do representante da ONU na reunião, o brasileiro Rubens Ricúpero, chefe da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento e Comércio (Unctad).

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