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Brasil não tem culpa dos problemas argentinos, diz ministro

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou hoje, após almoço de trabalho com o ministro da Economia da Argentina, Roberto Lavagna, que os problemas enfrentados pela Argentina não são culpa do Brasil e que os argentinos reconhecem isso. Apesar dos problemas recorrentes no comércio exterior entre os dois países, Amorim disse que o governo brasileiro está disposto a trabalhar em conjunto com o governo argentino na adoção de medidas que permitam maior integração do Mercosul e não prejudiquem o processo de retomada do crescimento dos dois países.O ministro brasileiro reconheceu que a execução destas medidas leva tempo. "Temos todos o mesmo ânimo de encontrar soluções dentro desse espírito. Algumas idéias serão examinadas ainda, e algumas delas terão que ser aprofundadas", disse. Amorim reconheceu que existem diferenças entre as economias brasileira e argentina. "Eles (os argentinos) não podem propriamente reclamar (das assimetrias). Aliás, a primeira coisa que o ministro Lavagna disse foi que isso não é culpa do Brasil", afirmou. Segundo o ministro brasileiro, Lavagna reconheceu que essas assimetrias são resultado do processo de abandono de uma política de indústria nacional vivido pela Argentina nos últimos dez anos. "E isso tem um reflexo na relação (Brasil-Argentina)".O ministro das Relações Exteriores do Brasil defendeu ainda ajuda do setor privado na busca de soluções que permitam a retomada do crescimento argentino e a preservação do Mercosul. Ele afirmou que é possível melhorar o papel do BNDES como agente no processo de integração. "O BNDES tem ajudado na integração, mas fazer com que ele possa ajudar de maneira mais efetiva é algo que tem que ser discutido e não se muda do dia para a noite." Amorim disse acreditar que a ampliação do uso de convênios de crédito recíproco (CCR) também possa facilitar o comércio entre os dois países.

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