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'Brasil não tomou conhecimento da crise', diz Meirelles

Segundo o presidente do BC, Brasil teve aumento de risco de crédito inferior ao dos países emergentes

Jacqueline Farid e Monica Ciarelli, da Agência Estado, Agencia Estado

23 de novembro de 2007 | 15h03

O crescimento da economia brasileira, ancorado nos investimentos e na demanda doméstica, tem feito com que o desempenho do País esteja "mais independente" da demanda internacional, segundo avalia o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Em palestra na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), ele destacou que o País foi pouco afetado pela crise deflagrada nos mercados internacionais a partir de julho deste ano. "O mercado brasileiro simplesmente não tomou conhecimento da crise internacional", afirmou.Segundo Meirelles, o Brasil teve um aumento de risco de crédito, nos últimos meses, inferior à grande parte dos países emergentes e "hoje, pela primeira vez, temos um risco Brasil que se deslocou do índice de aversão ao risco (do mundo)".Ainda de acordo com Meirelles, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) e todos os índices de medida do investimento mostram aumento do PIB potencial do Brasil e da capacidade do País de crescer a taxas elevadas. "Não quero só mostrar que a economia brasileira vai bem, mas por que vai bem. Vai bem porque o Brasil pagou o preço de estabilizar a economia e agora colhe os frutos da estabilidade. Precisamos todos trabalhar para que a inflação baixa e a estabilidade econômica passem a ser um valor para o Brasil, para garantir a continuidade do crescimento", disse. Balança comercial Meirelles admitiu que a queda no preço das commodities pode levar o Brasil a registrar um pequeno déficit (saldo negativo) em sua balança comercial em 2009. Segundo ele, isso não seria um problema para o País que hoje tem um volume de reservas elevado e adota uma política de câmbio flutuante, que ajusta as cotações da moeda a expectativa de fluxo de capital para o País. "O fato concreto é a economia brasileira estar sólida, a economia brasileira tem uma dinâmica de competitividade no mercado internacional muito forte", disse. O presidente do Banco Central lembrou que a economia brasileira vem crescendo impulsionada fortemente pela demanda doméstica, o que é muito positivo neste momento em que existem incertezas no mercado internacional. "A economia brasileira está crescendo, ancorada em bases sólidas e não existe desequilíbrio aparente à vista", disse. Fundo soberano Meirelles reafirmou que as reservas internacionais do Brasil não serão utilizadas para a criação do fundo soberano pelo BNDES. Meirelles afirmou que o fundo será abastecido com dólares adquiridos diretamente no mercado.

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