Brasil não vai sofrer 'desarranjo' econômico, diz Lula

No Itamaraty, presidente reforça blindagem do País em relação à crise financeira dos Estados Unidos

Rui Nogueira, de O Estado de S. Paulo,

30 de janeiro de 2008 | 16h14

A economia brasileira não vai sofrer um "desarranjo". A crença de que a crise financeira dos Estados Unidos não afetará o País foi expressa novamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira, 30, no Itamaraty. Ele disse que "por três razões" o País não deve ser afetado, que tem tudo para crescer muito em 2009 e permitir que ele entregue o governo a seu sucessor (em 2010) com um "vigoroso" crescimento econômico. As razões da blindagem brasileira, segundo Lula, são: a balança comercial menos dependente dos EUA, o mercado interno do País em expansão e o papel que os países emergentes, como China e Índia, desempenham na economia mundial. Esses países, que, nos anos 70 e 80, eram fonte de preocupação por causa do baixo crescimento e dos problemas fiscais crônicos em que viviam mergulhados, hoje estão crescendo a taxas consistentes e com fundamentos econômicos de governança mais sólidos. Na opinião de Lula, fazendo o "feijão com arroz, temperado com uma pimentinha", o Brasil passará ao largo da crise financeira norte-americana provocada pela desaceleração brutal nos negócios imobiliários. O presidente fez as declarações, no Itamaraty, ao final do almoço oferecido ao presidente do Timor Leste, o Nobel da Paz Ramos Horta.

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