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Brasil não venderá gasolina barata, dizem ministros

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, indicou que o Brasil não deve seguir o modelo de países grandes produtores de petróleo, que vendem combustível muito barato no mercado interno. Ele afirmou que no Brasil o preço não é elevado, embora sofra influência da carga tributária, inclusive de tributos que, segundo ele, não têm relação com o mercado de combustíveis. Como exemplo, o ministro citou o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

FABIO GRANER, Agencia Estado

31 de agosto de 2009 | 19h12

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse que o governo não pretende estabelecer controle de preços para vender gasolina barata no Brasil. Segundo ela, o subsídio, que ocorre em países de grande produção de petróleo, é uma forma de controlar preço. Para a ministra, a discussão sobre preço de combustíveis no mercado interno deve ser feita a posteriori, quando se tiver uma dimensão exata da produção de petróleo da camada pré-sal.

Lobão reforçou que o preço da gasolina no Brasil não é alto e é fortemente influenciado por tributos. Ele afirmou ainda que países que tem preço baixo de gasolina tem "populações pequenas". Em relação à estatal que o governo pretende criar, a Petro-Sal, Lobão disse que não haverá partidarização da empresa e voltou a mencionar que ela deverá ter cerca de 100 funcionários.

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