Brasil não vincula combustível a preço externo, diz Mantega

Segundo ministro da Fazenda, preço costuma se manter no País independente das cotações internacionais

Marina Guimarães, da Agência Estado,

25 de abril de 2008 | 14h46

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta sexta-feira, 25, que o Brasil não costuma condicionar o aumento dos combustíveis à mudança dos preços internacionais. "Quando o preço (internacional) está baixo, em geral se mantém o preço (aqui). Quando o preço (internacional) sobe, também se mantém. Essa é uma decisão da Petrobras", afirmou ele, respondendo a uma pergunta sobre possível reajuste dos combustíveis no Brasil. Indagado sobre se existe preocupação quanto ao aumento internacional do petróleo e as projeções de inflação, que superam o centro da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (4,5%), o ministro disse que "não viu nenhum número novo em termos de projeção de inflação". "Os números são publicados toda semana e nenhum supera a meta de inflação; supera o centro (da meta)", disse Mantega.  Ele lembrou que o regime de metas de inflação "é o centro mais a banda (dois pontos porcentuais para cima ou para baixo)". "Não vamos nos esquecer", ressaltou. O ministro foi enfático ao dizer que o Brasil "está perfeitamente dentro do regime de metas de inflação, cumprindo à risca o que está no regime de metas de inflação". Questionado ainda sobre se haveria motivos de preocupação com a inflação, Mantega respondeu: "É claro que, quando sobem os preços do petróleo, sobem os derivados e sempre tem alguma repercussão, mas o Brasil é um dos países que têm a menor inflação entre os emergentes. Então, nós temos menores preocupações do que nossos companheiros."

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