Brasil negociará área de livre comércio com o México

O Brasil negociará um acordo com o México para a criação de uma Área de Livre Comércio entre os dois países, informou hoje a secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Lytha Spíndola. Uma delegação do governo brasileiro coordenada pelo Itamaraty parte amanhã para a Cidade do México para apresentar as bases da proposta brasileira. As premissas da negociação foram discutidas na reunião de hoje da Camex.

ADRIANA FERNANDES, Agencia Estado

22 de setembro de 2009 | 20h29

O Brasil está de olho, sobretudo, no mercado de alimentos. O México é hoje o sexto maior importador de alimentos do mundo e já dá vantagens tarifárias para uma rede grande de países, inclusive ao Uruguai, parceiro do Brasil no Mercosul.

Segundo a secretária-executiva, o maior interesse do setor empresarial brasileiro nas negociações internacionais é de que o Brasil feche um acordo com o México. "Queremos fazer um acordo mais abrangente de redução de tarifas para uma parte substancial, ou para a totalidade dos produtos", disse a secretária. Segundo ela, o fechamento de um acordo bilateral para a criação de uma Área de Livre Comércio está amparado nas regras da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi).

O Brasil tem hoje um acordo de livre comércio com o México somente para automóveis. Para uma lista de 800 produtos, há um acordo desde 2001 de redução de tarifas. "O Brasil tem interesse de oferecer uma proposta bastante forte", disse a secretária. Segundo ela, a expectativa é de que o acordo seja concluído em, no máximo, um ano.

Segundo o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, há um interesse especial do Ministério da Agricultura em vender produtos lácteos e suínos aos mexicanos. Barral destacou que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) incluiu um acordo com o México na sua lista de prioridades.

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