Brasil ocupa a 109ª posição em índice de exclusão social

O Brasil despencou mais de 40 posições na classificação de exclusão social do mundo e ocupa a 109ª colocação em um ranking de 175 países, segundo estudo elaborado por 18 economistas de quatro universidades paulistas (USP, Unicamp, PUC e Unip), coordenados pelo secretário do Trabalho da Prefeitura de São Paulo, Marcio Pochmann. O chamado Atlas da Exclusão Social foi apresentando hoje e traz o ranking dos mesmos países analisados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Os dados são referentes ao ano de 2000.O estudo parte de dados oficiais e traça um perfil da pobreza, da desigualdade e da concentração de renda. Enquanto o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU analisa a renda, educação e expectativa de vida; o Índice de Exclusão Social (IES) verifica a renda, alfabetização, escolarização de nível superior, violência e vulnerabilidade infantil. A somatória ponderada dessas variáveis leva a uma pontuação entre 0 e 1. Quanto mais próximo de zero, pior a exclusão.Com 0,621 pontos, o Brasil sofre com a desigualdade, o desemprego e a violência. Dentre os países sul-americanos, a Argentina está na 57ª posição, Uruguai é o 58º colocado, Chile o 68º e Peru está no 81º lugar. Cuba está em 45º. Na liderança mundial, está o Canadá, seguido por Japão, Finlândia, Bélgica, Espanha, Noruega, Suíça, Suécia, Estados Unidos e Lituânia. Em 11º aparece a Dinamarca, seguida por Alemanha, Eslovênia, Grécia e França. A última posição pertence a Honduras. O dados revelam também que a globalização tem ampliado a desigualdade entre os países, principalmente entre os do Norte e do Sul. De acordo com a estudo, a pobreza só tem caído para os países que apresentam elevado crescimento. O Atlas será apresentado na Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), que acontece em São Paulo até a sexta-feira.

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