Brasil oficializa apoio a Strauss-Kahn para diretoria do FMI

Em nota, Mantega afirma que europeu manifesta compromisso de promover reforma no fundo

Renata Veríssimo e Adriana Fernandes, do Estadão,

27 de setembro de 2007 | 13h22

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quinta-feira, 27, que o Brasil vai apoiar a candidatura de Dominique Strauss-Kahn para o cargo de diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI). Em nota, o ministro afirma que embora os candidatos sejam altamente qualificados, Dominique manifestou de forma clara o compromisso de promover uma reforma no FMI, visando a mudança do sistema de votação e representação. Além de Dominique, que é o candidato europeu, participa também da disputa o tcheco Josef Tosovsky.O Brasil tem liderado um movimento para mudar a tradição de escolha do diretor-gerente do Fundo pelos países europeus e do presidente do Banco Mundial pelos Estados Unidos. O candidato Tosovsky foi uma candidatura independente, apresentada pela Rússia. Mas na nota o ministro da Fazenda destaca que Dominique manifestou a sua convicção de que os procedimentos tradicionais e não escritos, seguidos para a escolha do presidente do banco Mundial e do diretor-gerente do FMI, são indefensáveis e devem ser abandonados.Mantega afirma ainda que o candidato europeu demonstrou ter percepção da necessidade de revisar os procedimentos do FMI, de forma a permitir a conciliação entre os programas de ajustamento e estabilização, com as metas de desenvolvimento econômico dos países membros, em especial os de baixa renda. O ministro Mantega vinha insistindo pela renovação no cargo, já na próxima eleição. Isso gerou uma expectativa em relação a qual candidato o Brasil apoiaria. O Brasil atualmente, representa oito países da região, na condição de governador de uma cadeira no FMI.

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