Brasil passou bem por 2001, diz Deutsche Bank

O Deutsche Bank afirmou que o Brasil, ancorado em políticas fiscal e monetária prudentes, "navegou durante o complicado ano de 2001 melhor do que se esperava". Mas, segundo o banco alemão, o país precisa de outra vigorosa dose de reformas estruturais para elevar a sua produtividade e reduzir a sua vulnerabilidade externa, embora "isso provavelemente não acontecerá num ano de sucessão presidencial". Além disso, com o aquecimento da campanha eleitoral, "poderá ocorrer uma crescente incerteza sobre o curso da política econômica após 2002, o que provavelemente vai elevar a volatilidade do mercado nos próximos meses". O departamento de pesquisa do Deutsche, em nota para investidores, salientou que embora o déficit de conta corrente do país tenha declinado em termos de dólares no ano passado, ele cresceu proporcionalmente ao PIB, "indicando que mais ajustes são necessários na frente externa e portanto, que o real tem um potencial limitado para apreciação", pelo menos no médio prazo.Segundo o banco, o contágio da crise argentina, embora tenha sido muito menor do que se previa, poderá ainda ter consequências negativas nos fluxos de capitais para a região, incluindo os fluxos de investimentos diretos estrangeiros (IDE).Além disso, segundo o Deutsche, as necessidades de financiamento externo público e privado do País para 2002 totalizam US$ 81 bilhões, "uma grande soma mesmo após se levar em conta a alta taxa de rolagem e a boa estréia do governo no mercado internacional neste ano com a emissão de US$ 1,25 bilhão em bônus globais."O banco alertou que o crescimento econômico "é outra área que poderá desapontar" neste ano. A exemplo do ano passado, o consumo no País deverá continuar restrito devido às altas taxas de juros enquanto as exportações poderão sofrer com a queda da demanda na União Européia e a recessão na Argentina".

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