Brasil pede exceção para suas exportações à Argentina

O governo brasileiro solicitou à Argentina uma exceção no tratamento de suas exportações de linha branca. O pedido se deve à adoção de barreiras argentinas à entrada de geladeiras e fogões do Brasil. Segundo o Secretário Executivo do Ministério de Desenvolvimento, Ivan Ramalho, "o Brasil não concorda com essa barreira, nem com as restrições voluntárias porque considera que os exportadores brasileiros já deram sua contribuição à recuperação da indústria argentina".Ramalho explicou que o assunto está sendo discutido em uma reunião na Argentina realizada entre esta segunda e terça-feira no âmbito do Comitê Bilateral de Monitoramento do Comércio. Essa posição mencionada por Ramalho já vem sendo exposta ao governo argentino desde março de 2006, quando venceram os acordos de restrição voluntária por parte das indústrias brasileiras. Porém o argumento brasileiro não impediu que a Argentina adotasse no final de dezembro o mecanismo de licenças não automáticas para suas importações desses produtos.Agora, depois da medida decretada, o governo brasileiro está pedindo uma exceção. Pelo mecanismo de licenças não automáticas, as importações da Argentina podem demorar até 60 dias para serem autorizadas e valem para todos os países. "Como a medida já foi adotada, nós queremos que as nossas exportações tenham tratamento de urgência. Com isso, demorariam somente sete dias para entrar na Argentina", explicou Ramalho.

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