Brasil pede informações sobre salvaguardas contra TVs

O secretário de Comércio Exterior, Ivan Ramalho, informou hoje, em São Paulo, que o governo brasileiro pediu, nesta terça-feira, informações sobre os dados que levaram o governo argentino a adotar a salvaguardas contra televisores importados do Brasil. A partir de hoje, a Argentina passou a cobrar alíquota de 21,5% sobre as importações de televisores produzidos na zona franca de Manaus."Trata-se de uma resolução do governo argentino que abre processo de investigação contra estes produtos. Por isso, a Argentina adotou, provisoriamente, a cobrança dessa alíquota", disse Ramalho, em tom conciliador e evitando abrir polêmica contra a guerra comercial deflagrada pela Argentina há pouco mais de três semanas.Com as informações solicitadas, explicou Ramalho, o governo brasileiro poderá acompanhar as investigações e verificar se, de fato, está havendo algum dano contra a indústria local, neste caso, a argentina.Ainda em tom conciliador, o secretário afirmou que as barreiras impostas pela Argentina contra produtos das linhas branca (geladeiras, fogões e lavadoras) e marrom (televisores) são "questões pontuais" restritas a alguns produtos. Segundo ele, dos quatro produtos, dois (geladeiras e fogões) tiveram uma solução, restando apenas outros dois (lavadoras e TVs).Relações entre os paísesSegundo Ramalho, a Argentina é hoje o segundo maior destino para produtos brasileiros, atrás apenas dos Estados Unidos, aspecto que não pode ser ignorado. Por isso, acrescentou, é natural que surjam algumas barreiras, principalmente quando há um aumento significativo do comércio.Dados da Secretaria de Comércio mostram que as exportações brasileiras para o mercado argentino cresceram 75,2% no primeiro semestre deste ano, em comparação com igual período de 2003. "O Brasil está recuperando uma posição que já havia tido antes da crise econômica e financeira Argentina, quando caíram drasticamente as exportações", afirmou Ramalho.

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