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Brasil pede na OMC direito de retaliar os Estados Unidos

O governo brasileiro enviou nesta segunda-feira à Organização Mundial do Comércio (OMC) um pedido para ter o direito a retaliar os Estados Unidos por não cumprirem as determinações da entidade. Os norte-americanos tinham até sexta-feira para cumprir a ordem da organização de pôr um fim ao subsídios aos produtores de algodão, mas apresentaram apenas um plano de reforma dos subsídios que não agradou ao Brasil.O pedido brasileiro garante que o tema da retaliação entre na agenda da OMC do dia 15, quando a entidade poderá autorizar a imposição das sanções. O valor da retaliação não foi revelado pelo Itamaraty. Em uma outra disputa envolvendo leis norte-americanas, o Brasil ganhou o direito de impor a retaliação, mas em um valor abaixo de US$ 1 milhão por ano. O pedido de retaliação, porém, divide o Itamaraty e o Ministério da Agricultura. Para aos diplomatas, a sanção tem efeitos negativos sobre setores brasileiros que dependem das importações norte-americanas e que não têm relação com a disputa do algodão. Já o Ministério da Agricultura acredita que as derrotas anteriores dos Estados Unidos provaram ser preciso provocar um prejuízo real para os exportadores norte-americanos. A questão deverá ser decidida na próxima reunião da Camex no final do mês. A imposição das sanções ocorreria por meio de uma elevação das taxas de importação para os produtos norte-americanos que queiram entrar no mercado brasileiro. O chefe da divisão de contenciosos do Itamaraty, Roberto Azevedo, garante que o governo ainda não tem uma lista dos produtos que seriam atingidos em uma eventual retaliação. O EUA ainda tentarão bloquear o pedido. A estratégia será a de contestar o valor indicado pelo Brasil, alegando que o prejuízo sofrido pelos produtores brasileiros é menor que o alegado. Com isso, a OMC será chamada mais uma vez para solucionar a disputa e determinar, nos próximos dois meses, qual o valor real que o Brasil terá direito.

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