carteira

As ações mais recomendadas para dezembro, segundo 10 corretoras

Brasil perde mercado para outros países na Argentina

Um levantamento realizado pela consultoria Centro de Estudos Bonaerenses (CEB) confirma o temor dos negociadores brasileiros na hora de tratar de cotas de exportação com os argentinos: o desvio de comércio para produtos com origem fora do Mercosul. "Tal conclusão surge de uma análise que mostra uma perda de participação dos produtos brasileiros nas importações argentinas da maior parte dos setores sob monitoramento", constata o estudo. Durante 2003, as importações de geladeiras brasileiras representaram 95,4% do total importado pela Argentina desse produto, enquanto que em 2004, essa participação caiu para 93%. Esse espaço perdido pelo Brasil foi ocupado pelo Chile, que incrementou sua participação de 2,3% para 4,5%; e México, que passou de 1,1% à 1,6%. Os produtos brasileiros de têxteis também têm sofrido perdas. No caso do denim, por exemplo, o país que mais ocupou o espaço deixado pelo Brasil foi a Malásia, que aumentou sua participação de 0,3% para 1,2%.O estudo revela ainda que os produtos considerados sensíveis pela Argentina, nos primeiros 10 meses de 2004, foram responsáveis somente por 4% do total importado do Brasil. Embora o peso desses produtos no comércio bilateral seja pequeno, a consultoria destaca a importância de ambos países terem chegado à um acordo nestes setores que causaram conflitos comerciais durante o ano: têxteis, refrigeradores, fogões e geladeiras.O estudo realizado pelo CEB rebate algumas acusações que de vez em quando surgem dos empresários argentinos contra os brasileiros, sobre um suposto não cumprimento dos acordos de cotas de exportações do Brasil ao mercado local. "O cumprimento das condições pautadas nos acordos, de maneira geral, está sendo respeitado pelas partes", afirma o relatório.

Agencia Estado,

04 de dezembro de 2004 | 12h01

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.